segunda-feira, 10 de maio de 2010

A história do sushi


Outro dia li em um desses livros para mulherzinha que dor de cotovelo é igual a ter uma costela quebrada. Por fora nada demais, mas dói tanto quando se respira. Achei a definição quase perfeita, mas devo acrescentar que acho que é mais doloroso nos primeiros dias e sempre quando acordamos. Acordar quando estamos magoados parece parir de gêmeos. Eu como toda moça da minha geração tenho um certo fogo e comecei a namorar cedo, claro que também comecei cedo a me desiludir com os garotos.
Aos 16, quando algumas garotas da minha sala ainda estavam ensaiando o primeiro beijo, levei meu primeiro pé na bunda de um namorado que tinha o nome de mocinho de novela mexicana, mas o nome dele não vem ao caso. Como todo bom canalha, ele não teve o trabalho de terminar nossa história para cair na vida, caiu na vida antes e depois lembrou que tinha que terminar o namoro de 1 ano e quatro meses. Tive meus dias de luto, de ficar deitada na cama compreendendo o teto com toda a minha atenção. Rosto inchado, trilha sonora tristissima e aspecto de "meu amor partiiiiiiiiiiu, cansou dos meus vícios". Claro que alguns dias a tristeza e falta do que fazer passam e você realmente lembra que fazer papel de vítima deixou de ser a tendência fashion no século XVIII e segue em frente.
Enfim, foram algumas desilusões amorosas, mas nada se compara ao grande acontecimento-mágoa da minha vida. Sim, amigos mais íntimos, vou aqui deixar público a dolorosa "história do sushi". Muita gente vai achar bobagem, mas por muito tempo a tal história do sushi me deixou absolutamente magoada, devo ao meu amigo-irmão-carioca a superação do meu trauma (valeu Bruno, só você!). Bom, vamos aos fatos: tinha um namorado de muitos anos e entre os programas de casal, sempre sugeria que a gente fosse jantar sushi, porque eu achava um programinha romântico e blá blá blá. Nada demais né? Pois o garoto nunca quis, murmurava coisas como "programa arrogante" ou "não gosto dessas frescuras". Amorosa que sou, parei de insistir e cedia às pizzas que ele curtia, com o tempo acabei esquecendo a história do sushi e o relacionamento seguia o rumo até....ELE COMEÇAR A SAIR COM OUTRA GAROTA. Bem, no começo como toda boa namorada que leva chifres eu não sabia, aí depois quando a gente terminou descobri que um dos programas preferidos do "novo casal" era exatamente SUSHI!
Toda a confusão do fim do relacionamento, a dor de ter sido traída, a falta da pessoa que era quase meu marido por muito anos. Nada disso. N-A-D-A foi tão doloroso quanto saber que ele curtia esse programa. Ok, podem achar bobagem, mas eu dei uma importância gigantesca a esse fato e quase traumatizo com a tal comidinha. Quer dizer, acho que traumatizei um pouco, pois só fui comer a tal "comida arrogante" ao lado de quem eu confiava incondicionalmente e foi tão legal que hoje já encaro o pobre cardápio sem nenhum ressentimento( Admito, não é meu programa preferido, mas pelo menos ele lembra um dos meus amigos preferidos!)

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4 x Luciana disse...

eita.. quase sai um comentário daqueles bem sacanas que eu sei fazer... kkkkkkkkk, tomara que tenha lido, tomara que se engasgue com peixe cru kkkkkkkkkkkkkk