domingo, 29 de abril de 2012

Já foi

Eu não preciso mais do Neruda que você me tomou e nunca leu. Na verdade, pouco me importa se você o queria para colocar na mesinha de centro. Toma, ele é seu. Deixe que eu compro outros livros, pode até ser o mesmo, mas terei outras interpretações, outras leituras que você deixou de ter valor para permanecer nelas
Meu coração subiu de preço e isso já faz tempo, mas eu  cismava em colocar em liquidação. Tantas águas rolaram e sim, já me amaram bem melhor que você. Amadureci, aprendi a beber, aprendi a me reconhecer, fiz o que eu quis. O que na verdade, sempre foi o melhor a fazer.
Soube por aí que na minha biografia consta um pseudo adultério e uma roubada de futuro alheio. Já fui vista como escrota, cínica,  piranha, já usei o tal batom vermelho que me deixava com cara de puta em dias de sol e há quem diga que até hoje sofro por amor e que me dei mal. Sobre tudo isso, eu nunca disse nada, mas fiquem à vontade. Espaços para comentários da vida alheia também podem ser feitos no blog

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Laços

Quando a gente termina um relacionamento, não é só apenas deixar de ser um casal. A situação envolve muita coisa e se for um relacionamento de anos é sempre mais complicado, pois com o tempo de convivência criamos laços afetivos com a mãe, o pai, o cachorro, o papagaio e com os amigos do outro. Aos poucos vamos nos sentindo em casa na casa do outro, gostando das músicas que ele indicou e sentindo o perfume dele até mesmo dentro de um livro.
Romper com tudo isso é doloroso, pois muda o contexto de nossas vidas, pois as rotinas precisam ser modificadas, dar lugar a novas pessoas e o tempo dedicado ao casal precisa ser preenchido de alguma forma. Por causa disso tudo, quando rompemos um namoro,é inevitável que a gente se divorcie um pouco das outras pessoas que ele levou ao relacionamento.
Não cabe viver enfiada na casa dele, pois afinal, mãe do cabra sempre te tratou como filha Gata, acorda...ela não é sua mãe, por mais carinhosa que ela seja, a situação é desconfortável. O cachorro é dele, não, você não é responsável por comprar ração e fazer visitas rotineiras como antes. Desculpa, mas nada é como antes, vocês não são mais um casal e, de repente, ele já até tem outra namorada e por mais que seja doloroso, o afastamento é a saída para que você conquiste outras pessoas interessantes.
Bem, isso é só uma dica, por mais cruel que ela pareça

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Futebol

Eu comecei a entender de futebol com o meu pai, via os jogos da Seleção e escolhi o Botafogo para torcer, sei a escalação completa do time de 1995 e o hino também. Acho o uniforme alvinegro bem Coco Channel e por isso curto muito. ~Quando criança eu tinha álbum do campeonato brasileiro e os meninos da escola me adoravam, pois sempre sobravam umas figurinhas repetidas.
Hoje eu não vejo tanto, mas sei o que é um impedimento e sás coisas tudo e nem por isso me acho o máximo.
Pois bem, admiro as mulheres qu gostam de futebol, mas aquelas que gostam genuinamente e não aquelas que se vestem com a camisa do time do namorado  e fingir uma alegria saltitante aos domingos para assistir algo que você não gosta, não entende em um dia que já é oficialmente um saco.
Moças, se vcs não gostam de futebol, ninguém vai te criticar se na hora do jogo, você decidir pintar as unhas de vermelho ou sei lá, fazer outra coisa que não envolva televisão. Agora se a vontade de continuar com a farsa for maior que você só te peço uma coisa, evite as camisas de time, não fica bem, aquele "tecido" marca muito e além de tudo faz calor e pega odores muito rápido, sem contar que você tápassando por isso sem nem gostar mesmo do time. Na verdade, é feio mesmo, com exceção se você for a Gisele Bundchen que fica bem até enrolada em jornal.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

E se o amor acabar?

Antes de iniciar esse post, não pense que ele será um texto sentimental e triste. Nem tenho motivos para isso, a vida anda boa, o coração tranquilo, a mente quieta, o que anda difícil é ter a coluna ereta, mas isso é outra história. Pois bem, voltando ao texto, como eu já tenho uma certa idade e criei algumas regras essenciais para a vida em casos de pé na bunda  fim de namoro e que eu acho que deve servir para todo mundo. Vejamos:

Coisas para se fazer depois do fim

1- Chore, se descabele, ande de pijama o dia todo em um sábado, fecha a porta e desça até o chão como nos dramalhões mexicanos e até pode entornar uma garrafa de vinho inteira, mas tente fazer isso só em casa, de preferência sozinha, mas se quiser um apoio chame os amigos mais chegados. Por favor, não leve seu papel de vítima para a rua, amigo nenhum merece uma pessoa eternamente se lamentando e vou contar um segredo: ninguém tem pena de vítima, no máximo tem educação em ouvir

2- Estabeleça um prazo para ficar triste. Acredito que um "luto" no relacionamento é importante. Ficar sozinha, fazer programas consigo mesma é importante para se conhecer e gostar da sua companhia novamente.

3- Não, ninguém fica morto de feliz depois de dois dias que o namoro acabou. Por favor, evite as fotos de baladas nas redes sociais com as legendas  "só curtição", "galera massa", "pirando todas". Além de ridiculo, não convence ninguém e dependendo da quantidade de maquiagem ou do tamanho do seu vestido é capaz de até ouvir comentários "fulana depois que terminou com beltrano resolveu ser periguete". Não queremos isso, não é mesmo?

4- Tente determinar um prazo mínimo para assumir a posição de best friend do seu ex namorado. Essa é outro papo furado que não convence ninguém. Aparecer na casa dele para conversar dois dias depois do  fim do namoro ou quando ele assumiu outro relacionamento é desconfortável para todo mundo, inclusive, para você

5- Evite derramar seus problemas em cima dos outros. Os bons amigos vão te ouvir, com certeza, mas vão te achar um saco.

6- Se ele já tem outra namorada, antes de sair por aí declamando aos quatro ventos que a outra é feia, gorda ou piranha. Lembre-se que ela é o J. Pinto Fernandes (aquele que não tinha entrado na história do poema. Lembra? Se não lembra joga no google agora pq aqui não é aula de literatura), quem tinha compromisso com você era o carinha e não ela. Sim, você está fazendo isso errado.

7- Se tiver sem dinheiro, doente, sem roupa para sair peça ajuda para um transeunte, esqueça que seu ex, pois o máximo que vai conseguir é que ele te ache um saco.

8- Não ligue, não procure, se preciso se amarre. Eu sei que você vai dizer que a sua história é diferente, que seu ex está apenas confuso e bla bla bla (sim, conheço esse filme e já me deu sono só de ouvir). Enfim, ele pode fazer até "bem me quer, mal me quer" com florzinhas, não importa. Evite essas aparições inesperadas, esses encontros para conversar, o máximo que vai acontecer é você ficar esperançosa e ele com o ego amaciado. Se você que terminou o namoro, evite ser cruel, não atenda o telefone também.

9- Evite essas recaídas que na minha interpretação é apenas sexo sem compromisso. Se você quer reatar o namoro, dar de vez em quando não vai resolver o problema. Se você não quer mais , nenhum cara vai querer um relacionamento contigo se souber que ainda frequenta a cama do seu ex de vez em quando. Lembre-se o mundo é um ovo e todo mundo sabe da vida dos outros.


Não sou pessimista, acredito que os relacionamentos não precisam ser pensados como se fossem chegar ao fim a qualquer momento, mas a velhice maturidade me trouxe novas formas de perceber o mundo e os namoros até para que a vida seja mais saudável.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Escrevo para você, mas não sei bem se é a ti que eu quero atingir. Sei que nada por aqui mudará o sentido daquilo que passou. Tudo passou.
Em mim, uma lembrança invade os sete buracos da minha cabeça, e por ela, às vezes sou feliz o dia inteiro, ou fico calada boa parte do tempo. Tenho até vontade de fechar os olhos pra, quem sabe, compreender o motivo desta lembrança ainda pairar por aí.
Revi filmes, li livros, ouvi músicas, revisitei lugares, quebrei mitologias pessoais. Não tenho mais 20 anos e nem medo de avião. Já bebi até vomitar, soube assim por alto que você fuma quando bebe. Eu agora gosto de dançar, parece que você também andou arriscando alguns passos. Não gostamos mais das mesmas músicas e nosso gosto musical já não deve nem combinar.
Não somos mais os mesmos (em alguns momentos somos até bem mais ou menos), nos tornamos tão frágeis e em alguns momentos, não te reconheço mais, "suas roupas são outras, soltas em mim, as palavras da tua boca". Eu escrevo é para mim, é por mim, para pintar com novas tintas, as paredes de minha alma. Não conta pra ninguém, mas tem mais de um ano que eu não leio mais o seu signo e nem penso em te ligar quando olho na livraria aquele livro mega fodástico, pois não sei se você ainda se interessa por algumas coisas.
Li uma dedicatória sua em um livro que sempre me dói. "Sou um filho da puta, mas eu te amo", frase que deve ter sido repetida por tantas vezes para outros ouvidos, e como eu devia ter acreditado somente na primeira parte da declaração.
Esquecer é reaprender caminhos, é voltar e sentir toda a dor novamente para saber como lidar com ela daqui pra frente. Esquecer é entender os sinais de adeus, é se distanciar aos poucos, até que a cola vá saindo devagar e todos  possam partir

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vida


No fundo a vida é só isso, um trem que em algumas vezes pode parecer desgovernado, outras um tanto lento e cansativo.
No caminho, novos passageiros, alguns entram, sentam do seu lado, puxam um bom papo e descem na próxima estação.Outros ficam mais tempo e quando chegam ao ponto de partida, deixam saudades.
Ainda bem que sempre vai entrar alguém interessante e um deles pode resolver mudar o roteiro e te acompanhar, mas aí vocês acabam discutindo os novos passeios e resolvem não só olhar a vida passar. Nos intervalos da viagem, é sempre bom aproveitar ao máximo todos os momentos da paisagem

Sobre o fim e outras coisas

Antigamente eu achava que tudo devia ter um final, um relacionamento devia ser protocolado e entendido como encerrado, com direito a recolher todos os pertences da mesa posta no coração do outro e sair sem deixar vestígios.
Depois entendi que não, que o fim quando é fim mesmo não acaba de uma vez só, vai em pequenas doses, consome, deixa muitos arranhões no peito, mas com o tempo eu acho que cicatriza.
O que eu nunca entendi são os fins que acabam sem ser, as histórias que evoluem pela metade e terminam do nada como se não tivessem existidos. É, aquelas histórias que acontecem intensas e duram poucos meses, ou quem sabe dias e que, simplesmente, somem como poeira. Cada um do seu lado, caminhos diferentes, sem dor e sem culpa e...até mesmo, com dúvidas se ela realmente existiu. Mente com lembranças, mas sem o brilho eterno