quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Músicas e lembranças

Para quem tem uma vida de trilha sonora, " as paixões passam, as canções ficam..." Resta mesmo é saber como elas seguem depois de um fim de uma etapa, qual o significado dos poemas, das canções que registram uma vida cheia de ilusões, amores em vão.
A vida é assim, cheia de músicas e histórias. Lembro que quando era criança eu gostava de ouvir minha vó cantando. Eu cresci, minha vó não está mais neste plano, mas as canções ficaram e, vez ou outra, me vejo cantarolando. Lembrando da minha meninice, daquele cheiro de terra molhada nas regadas intermináveis das plantas naqueles finais da tarde com o céu rosa...tudo antes de apontar a primeira estrela, quando eu ia fazer um pedido ( Geralmente, para não crescer), e minha´vó Braunizia, cansava de assistir as três pirralhas histéricas que passavam a tarde correndo e ia deitar. Às seis da tarde " quando a lancha apitou e deu um sinal de partida, quando meu bem viajou"...
Tinha também músicas para quem queria sair por cima de um relacionamento, minha vó cantava sempre para mim ( fiquei meio vingativa por isso, rsrs). Não lembro toda e não tenho a mínima idéia de quem seja, mas escrevo um trecho:
Aquelas cartas que te dei tremendo
Aquelas cartas que te dei, enfim..
Despedaçadas quero elas todas
PorDeus te peço, esqueças de mim
Oh anjo ingrato, vivo iludida
Por outra amante queres me deixar
Ainda espero ver-te arrependido
Chorando, em prantos, sem poder me amar

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Sem você

(Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown - 1998)

pra onde eu vou agora livre mas sem você?
pra onde ir o que fazer como eu vou viver?
eu gosto de ficar sómas gosto mais de você
eu gosto da luz do sol, mas chove sempre agora
sem você
sem você sem você sem você
às vezes acredito em mim, mas às vezes não
às vezes tiro o meu destino da minha mão
talvez eu corte o cabelo talvez eu fique feliz
talvez eu perca a cabeça
talvez esqueça e cresça
sem você
sem você sem você sem você
talvez precise de colchão,
talvez baste o chão
talvez no vigésimo andar,
talvez no porão
talvez eu mate o que fui
talvez imite o que sou
talvez eu tema o que vem
talvez te ame ainda
sem você
sem você sem você sem você

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

saudades

Outro dia li um e-mail que escrevi tem uns três anos sobre saudades. Na época escrevi que o tal sentimento era a dor de não saber, não era só está ausente era deixar de incomodar...de fazer efeito para alguém. Enfim, o lance de deixar de existir, morrer para alguém.
É, pode ser, mas acho que fiz um bocado de drama ou, hoje em dia, estou menos radical.
Saudade para mim também se traduz em boas lembranças.
O cheiro de terra molhada, aquele perfume que você usava quando entrou na faculdade aquela música que você não parava de ouvir na época do resultado do vestibular( " Tenho que pegar, tenho que pegar essa criatura...").
Enfim, saudade não é só dor, mesmo que alguém tenha partido serão bonitas as lembranças, só se sente falta quando alguma coisa foi especial. Elas podem ir, mas sempre deixam com você alguma coisa, um conselho, um costume, algo que vai ficar contigo...talvez para sempre ou se vá na próxima esquina. A vida é feita de detalhes e alguns sempre ficam na lembrança, espero que eu esteja conseguindo deixar bons detalhes pelo caminho

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Opiniões em blog

De vez em quando é importante ler o texto, ver a novela ou assistir ao filme antes de colocar a opinião. Falo isso, apesar de meter o bedelho em muitos assuntos que não conheço em sua completude, mas admito que sou uma moça muito esforçada para não ser incoerente e nem preconceituosa ( tudo bem que alguns temas eu não conheço, não quero conhecer e não gosto...que o diga os pagodes), mas é tão bom para o autor ouvir críticas sobre aquilo que escreveu, falou, cantou...enfim, coisas boas ou ruins.
Estou falando isso, caros amigos, para pedir a gentileza que os comentários sejam relacionados ao que eu escrevi neste blog. Adoro comentários, mas os prefiro quando dá pra saber que a pessoa parou por aqui e ficou o mínimo de cinco minutos lendo as minhas baboseiras e não só clicou nos comentários para escrever sobre outros assuntos que aqui não estou minimizando a importância.
Pois bem...era isto

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Quem cuida da gente??

Hoje vi no noticiário dois casos de violência sexual contra crianças. Ontem vi no jornal que aumento em São Luís agressões contra homossexuais, travestis, as mulheres continuam sendo agredidas e reprimidas, mesmo com a Lei Maria da Penha que já pode ser considerada uma grande conquista. Outro dia ouvi uma música que dizia que " bater em mulher é onda de otário, não gosta do artigo, sái logo do armário", quem dera que as coisas fossem tão simples, que o problema estivesse ligado apenas a questão de preferências sexuais.
A violência é geral e não só um problema de falha de segurança. Os seres humanos realmente embruteceram e pegar alguém na marra e forçar a fazer sexo, pode ser justificada com a frase de que estava sob efeito de álcool e a vítima uma criança de seis anos, pareceu provocar. É díficil ouvir isso sem sentir um soco no estômago. Os religiosos são criminosos e algumas vítimas se apoiam em distúrbios como pedofilia para extorquir quem se submete a isso por causa de um desejo proibido como no caso do Pe. Lancelotti. Aliás, esse assunto ainda não desceu bem na minha cabeça, realmente não sei mesmo de quem é a culpa e nem posso afirmar que houve o ato sexual, mas houve chantagem e, possivelmente, muitas ameaças.
Não pode ser aceitável uma mulher ser espancada na rua porque a confundiram com uma prostituta. O que faz das prostitutas menos mulheres ou menos humanas que as outras pessoas? Por que a porra das diferenças sociais serve ainda paradefinir graus de humanidade das pessoas. E depois dizem que considerar pessoas sem alma pela cor da pele é coisa do passado. Não é não. Vivemos isso todos os dias, de forma mais velada. Nem todo mundo percebe, mas o problema está aí.
Não quero aqui levantar bandeira do " Cansei", mas acho que tá na hora de fazer alguma coisa

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Felicidade


É isso mesmo! Acho válido planejar o futuro, mas não creio nessa fórmula perfeita da felicidade. Não é porquê casarei, terei filhos e uma vida confortável serei feliz no futuro. No futuro? Alguém me explica o motivo de esperar tanto, na vida me ensinaram que a felicidade está nas pequenas coisas, nos momentos de prazer e blá blá blá.
Toda lição de vida clichê prega esses príncipios de que a felicidade é agora, não entendo essa contradição, planos de felicidade futura. Acho que não devemos perder tempo nem planejando a felicidade e nem criando conflitos para que a vida se torne mais interessante.
Não entendo mesmo que motivos leva um ser humano a planejar confusões e desencontros amorosos. É, tem gente que gosta de sofrer por amor, acha bonito, poético. Bem, talvez renda boas canções ou bons poemas, mas eu prefiro mesmo a praticidade. Está tudo bem?! Então, beleza!
Desde os doze anos, parei de ver a vida como um romance de banca de revista ou como a novela das seis, ou ainda como as séries norte-americanas. Apesar de achar que alguns episódios da minha vida, bem que poderiam ser divididos em temporadas...
Mas é isso, a vida tá aí, quem sabe no sorriso de uma criança ou no cheiro dos cabelos da mulher que te atrai esteja escondida a tal felicidade. Viva a minha esperança clichê

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O Anônimo (Ignácio de Loyola Brandão)

Se alguém me matasse. Se eu fosse abatido a tiros por uma amante, pelo marido de uma de minhas amantes, por um neurótico pela fama, por um serial killer americano que tivesse vindo ao Brasil, pelo engano de um traficante, por um assaltante num cruzamento, por uma das milhares de balas perdidas que cruzam a cidade, por uma dessas motos enraivecidas que alucinam o transito, por um colega de profissão inconformado com a minha fama. Se morresse em uma inundação, atingido por um raio ou por um arvore derrubada por um vendaval. Por um remédio com data vencida, por uma comida estragada. Uma tragédia noticiada por toda a mídia, alimentada e realimentada, provocando manchetes vorazes, devoradas com prazer pelo publico e construindo a minha legenda. Melhor que fosse algo misterioso. O noticiário duraria mais tempo, o caso seria revisto por curiosos dispostos a desvendar enigmas. Provocar a necessidade de uma autopsia, de exumação. Ser o enigma do século seria a minha gloria. Se eu tivesse essa certeza, não me incomodaria de estar morto.