( Chico Buarque)
Tentou contra a existencia num humilde barracao
Joana de tal por causa de um tal joao
Depois de medicada retirou-se pro seu lar
Ai a noticia carece de exaltidao
O lar nao existe
Ninguem volta o que acabou
Joana e mais uma mulata triste que errou
Errou na dose,errou no amor
Joana errou de joao
Ninguem notou,ninguem morou
Na dor que era o seu mal
A dor que nao sai no jornal
Tentou contra a existencia num humilde barracao
Joana de tal por causa de um tal joao
Depois de medicada retirou-se pro seu lar
Ai a noticia carece de exaltidao
O lar nao existe
Ninguem volta o que acabou
Joana e mais uma mulata triste que errou
Errou na dose,errou no amor
Joana errou de joao
Ninguem notou,ninguem morou
Na dor que era o seu mal
A dor que nao sai no jornal
segunda-feira, 23 de julho de 2007
sábado, 21 de julho de 2007
Fim de caso
Era uma lacuna entre eles... que por mais que se vissem, não mais conseguiam se olhar, algo fazia com que ele baixasse os olhos e ela procurasse um ponto no horizonte, talvez para fingir que não notava a presença dele. Orgulho feminino? Talvez!
Acho mesmo que ela queria respeitar o espaço dele, depois de tantas brigas e de tantos pedidos para pensar...não tinha mais como agir de outra maneira.
Ele estava incomodado, falou em meio a um aceno desconcertado. Assustou-se quando a viu, tentou cumprimentá-la, mas seria melhor que não falasse, não esboçasse qualquer reação. Não naquele momento.
Naquele dia, o coração dela queimava em expectativa, mas o encontro foi tão sem estilo, diante de tantas testemunhas...
Tudo ficou mais estranho, mais vazio, bem mais sem sentido para aqueles que há poucos se envolveram tanto. Seguir em frente e, quem sabe, se reencontrar no tempo da delicadeza, onde " nada aconteceu".
Acho mesmo que ela queria respeitar o espaço dele, depois de tantas brigas e de tantos pedidos para pensar...não tinha mais como agir de outra maneira.
Ele estava incomodado, falou em meio a um aceno desconcertado. Assustou-se quando a viu, tentou cumprimentá-la, mas seria melhor que não falasse, não esboçasse qualquer reação. Não naquele momento.
Naquele dia, o coração dela queimava em expectativa, mas o encontro foi tão sem estilo, diante de tantas testemunhas...
Tudo ficou mais estranho, mais vazio, bem mais sem sentido para aqueles que há poucos se envolveram tanto. Seguir em frente e, quem sabe, se reencontrar no tempo da delicadeza, onde " nada aconteceu".
Baleiro em coletânea

Comemorando 10 anos de carreira, contados a partir do primeiro CD, Por Onde Andará Stephen Fry?, o maranhense Zeca Baleiro lançou o álbum Lado Z, coletânea que reúne parcerias e homenagens a outros compositores. As gravações fazem parte de trabalhos paralelos do artista, feitas ao longo de uma década, incluindo participações especiais em discos de outros artistas.
A idéia de juntar em um mesmo álbum algumas parcerias musicais e reverências surgiu ano passado, mas o lançamento coincidiu com os 10 anos de estrada. “Desde o ano passado estamos recolhendo essas participações, que totalizam mais de 70. Acabou por coincidir com este “aniversário”, o que nos estimulou a lançá-lo agora”, disse Zeca Baleiro em entrevista, por e-mail, a O Estado.
Lançado pela MZA Music, o álbum traz 13 faixas. Dentre as músicas do CD, a inédita Menina Jesus, composta por Tom Zé. A música era para ser gravada no álbum Pet Shop Mundo Cão (2002), mas acabou ficando de fora do projeto. O álbum reúne também interpretações surpreendentes de Zeca Baleiro, perpassando por diversos estilos musicais como os clássicos bregas Eu, você e a praça, de Odair José, que integra o CD Eu vou tirar você desse lugar, em homenagem ao ícone brega, gravado em 2005, e Meu coração está de luto, de Waldick Soriano, interpretada por Baleiro no DVD Baladas do asfalto e outros blues, ao vivo (2006).
Zeca Baleiro passeia pelo samba na música Salve a Mulatada Brasileira, com Martinho da Vila, e o pós-brega Radiografia, parceria com Vanessa Bumagny. Além disso, tem Forró no Malagueta, com a banda Forróçacana, e a parceria bem humorada com o também maranhense Tião Carvalho, na música De Teresina a São Luís, uma homenagem a João do Vale. Dentre outros, registros da parceria com Lobão, Raimundo Fagner, Jards Macalé e Rolando Boldrin.
A diversidade de estilos musicais em um mesmo álbum foi intencional. “Existiu a intenção de que a coletânea fosse o mais abrangente possível, mostrando uma fração considerável do que fiz nesses 10 anos, além do que está nos meus próprios discos, claro”, frisa.
Na avaliação de Zeca Baleiro, a parceria com Tião Carvalho é um dos destaques no disco. A música foi gravada no álbum Tião Canta João (2006), projeto em homenagem a João do Vale. “Gosto muito do dueto com Tião Carvalho na canção. Admiro muito o Tião e nunca havia gravado nenhuma música do João do Vale, que é para mim um dos maiores gênios da música brasileira. Mas gosto de tudo no disco, afinal ajudei a escolher o repertório, e é uma honra dividir vocais com gente que admiro, como Boldrin, Martinho, Lobão e Jards Macalé”, ressalta.
Experiências com parceiros musicais já é uma das características marcantes da carreira do artista. “Tenho uma parceria ensaiada com Ednardo, que ainda não rolou. Neste último ano, aumentei consideravelmente meu ‘magote’ de parceiros. Fiz música com Frejat, Zélia Duncan, Odair José e Márcio Greyck. Gosto muito dessa ‘promiscuidade’ criativa”, frisa.
Para o artista, comemorar uma década bem-sucedida é um resultado de muito esforço pessoal. “São muitas as dificuldades que um artista novo enfrenta hoje para conquistar audiência para seu trabalho. Vejo por aí muita gente talentosa sem o espaço merecido. Por outro lado, a falência do mercado do disco, e a evolução de mídias, como a internet, abriram outras picadas, coisa que acho muito salutar. O artista não pode nem deve viver à mercê de gravadoras e marqueteiros, tem que criar seu próprio caminho. Não me pergunte como pois não tenho a receita, mas trabalhar incansavelmente é um bom começo”, observa.
PROjetos
Lado Z, a princípio, não terá divulgação com shows, por opção do artista. “Não me agrada a idéia de ‘trabalhar’ uma coletânea. Trabalhar um disco é algo que dispende muita energia, melhor guardá-la para quando eu fizer um novo, de inéditas”, enfatiza.
O álbum faz parte de um projeto único, pois não é projeto do artista lançar outra coletânea. Ao contrário, Baleiro já planeja três álbuns que devem ser lançados nos próximos dois anos. “Senão vão pensar que a minha fonte secou, o que não é verdade. Tenho na gaveta (da cabeça) vários discos de inéditas. Nos próximos dois anos penso em fazer um de samba, outro de reggae, um dedicado ao brega, além de um infantil, que já comecei a fazer sem muita pressa”, adiantou.
Além dos álbuns de inéditas, o artista prepara ainda uma homenagem póstuma ao compositor maranhense Lopes Bogéa, intitulado Balançou no Congá. O álbum deve reunir participações especiais de Alcione, Beth Carvalho, Genival Lacerda, César Teixeira, Josias Sobrinho, Chico Saldanha, dentre outros. “Lopes era um craque, um compositor bastante versátil e espirituoso, com uma verve incrível. Mas gravou muito pouco. Esse disco vem fazer justiça ao seu grande talento. Para este ano também, há o projeto de relançar, pelo meu selo, O Samba é Bom, CD do Antônio Vieira que produzi e que foi lançado há uns seis anos”, adianta.
Serviço
>>cd/lançamento
Lado Z, de Zeca Baleiro
>>gravadora
MZA Music
>>preço
R$ 25,00 (em média)
( Publicado em O Estado do Maranhão 15/07/2007)
quinta-feira, 19 de julho de 2007
sobe foguete!!

E ele subiu, às 12h12 de uma quinta-feira, último dia da missão. Para muitos que acompanharam na televisão é mais um experimento distante da realidade e até sem importância, mas para mim marca tantas coisas. Esse foi meu primeiro lançamento e isso oficializa minha estréia no Programa Espacial que foi acontecendo desde 2005. Depois, eu estava completamente integrada à missão...Passei cinco dias indo e vindo de Alcântara, acompanhando as contagens e sofrendo a cada parada para a sondagem do tempo. Hoje, passar da temida 1h10 ( tempo considerado definitivo para o lançamento), era como se os esforços estavam valendo a pena. Não coloquei um parafuso nesse foguete, mas, de forma inexplicável, me sinto responsável por ele.
Nos trinta segundos finais, foi de uma expectativa única.
O lançamento propriamente dito, é lindo de se vê, é emocionante. Imagino, quao felizes devem ter ficado os técnicos da missão que, apesar da não recuperação da carga útil, pode ser considerada bem-sucedida
Valeu o cansaço, valeu os dramins...foi uma experiencia única. Nunca vou me esquecer
sábado, 14 de julho de 2007
Você sabe ouvir não?
Certo dia, assistindo aula da pós e um dos exemplos foi de um candidato a vaga de trabalho que disse que não sabia lidar com as frustrações. A justificativa por não aprender a lidar com tal problema é que o jovem rapaz nunca tinha experimentado essa sensação em sua vida.
Cá pensei com meus botões...em que planeta ele vive?. Nossas vidas são carregadas de pequenas frustrações, inevitáveis durante o dia. Quem nunca acordou super tarde para um compromisso, enfrentou a maior chuva, pegou todos os sinais fechados ( a cada sinal vermelho é como se eu recebesse um não). Essas pequenas coisas é que fazem a vida ser boa. Que graça teria se tudo fosse tranquilo, se teu marido/namorado fizesse exatamente o que você quer? As pessoas e a vida precisam te negar de quando em vez...Hoje mesmo,viajei em vão porque o vento atrapalhou o meu trabalho...força da natureza, força da negação
Sinceramente, essas negações/frustrações também são formas de impor limites, de ter respeito. Eu me frusto e já frustrei muita gente...mas faz parte da vida
Cá pensei com meus botões...em que planeta ele vive?. Nossas vidas são carregadas de pequenas frustrações, inevitáveis durante o dia. Quem nunca acordou super tarde para um compromisso, enfrentou a maior chuva, pegou todos os sinais fechados ( a cada sinal vermelho é como se eu recebesse um não). Essas pequenas coisas é que fazem a vida ser boa. Que graça teria se tudo fosse tranquilo, se teu marido/namorado fizesse exatamente o que você quer? As pessoas e a vida precisam te negar de quando em vez...Hoje mesmo,viajei em vão porque o vento atrapalhou o meu trabalho...força da natureza, força da negação
Sinceramente, essas negações/frustrações também são formas de impor limites, de ter respeito. Eu me frusto e já frustrei muita gente...mas faz parte da vida
quinta-feira, 5 de julho de 2007
" Vestígios de estranhas civilizações..."
Outro dia ao som de Chico fiquei pensando sobre astrologia, futuro e muitas outras bobagens e comecei a especular sobre essa frase.O que eu deixaria para os outros, sei lá, será que minha monografia ou minhas matérias servirão de referências futuras?
Será que quando eu já não tiver mais vontade, lembrarei de algo que não fiz por achar " que nada é pra já". Ás vezes, esse pensamento me deixa com uma certa angústia e quero fazer tudo ao mesmo tempo...com ansiedade.
Hoje, acho que tudo é pra já e o amor tem pressa sim. Só pode ser devagar na conversa de malandro que pode muito bem ir adiando, levando com a barriga até onde for possível.
Adoro "Futuros Amantes", é uma das minhas preferidas, mas deixei de concordar tem tempo
Eu prefiro a urgência dos beijos lascivos que a espera morna de algo que talvez nem chegue...Que nos vestígios eu deixe fragmentos de carta, poemas, retratos...mas que eles sejam vividos de todas as maneiras. Seja com dor, amor, prazer...
Será que quando eu já não tiver mais vontade, lembrarei de algo que não fiz por achar " que nada é pra já". Ás vezes, esse pensamento me deixa com uma certa angústia e quero fazer tudo ao mesmo tempo...com ansiedade.
Hoje, acho que tudo é pra já e o amor tem pressa sim. Só pode ser devagar na conversa de malandro que pode muito bem ir adiando, levando com a barriga até onde for possível.
Adoro "Futuros Amantes", é uma das minhas preferidas, mas deixei de concordar tem tempo
Eu prefiro a urgência dos beijos lascivos que a espera morna de algo que talvez nem chegue...Que nos vestígios eu deixe fragmentos de carta, poemas, retratos...mas que eles sejam vividos de todas as maneiras. Seja com dor, amor, prazer...
domingo, 1 de julho de 2007
Alguém conhece?

No sorteio mensal de livros e cds da editoria em que trabalho...sempre ganho algumas coisas interessantes que valem à pena ler e ouvir...nem sempre dou sorte com tudo, mas tenho bons exemplos...Kléber Albuquerque ganhei assim, gostei de ouvir...mas admito não é um CD pra todos os dias da minha vida...
Bem, semana passada ganhei vários cds, muitos evangélicos..outro ainda não ouvi...mas um me chamou atenção pela capa ( sim, eu gosto de capas de livros e cds...elas atraem bem). Uma moça Maria De La Riva, uma brasileira com pai cubano que mistura ritmos latinos com um bom samba e a tão boa bossa nova....Uma das faixa a Ojos Malignos, tem a participação de ninguém menos que Chico Buarque e o trabalho foi produzido por Davi Moraes.
O álbum ainda não foi lançado...deve chegar às lojas essa semana e marca a estréia da cantora. O resultado é bom, voz doce e agradável...para ouvir em dias de descanso...dias de dor de cotovelo...enfim...é pra prestar atençao, lembrar de alguem e chorar um bocado...talvez
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