domingo, 16 de março de 2008

Queridos...muito queridos!


Sempre achei as séries muito melhores que as novelas, mas quase nunca acompanho com grande intensidade. Acordo cedo, a exibição é tarde...mas não deixo de tentar. Várias boas produções estão na minha lista, para citar vamos de Anos Rebeldes, Hilda Furacão, Desejos...temos outras, mas minha memória fraqueja.

Pois bem, quando anunciou a nova série global Queridos Amigos, logo me chamou atenção a boa trilha sonora exibida nos comerciais. Aquelas pequenas entradas na programação, de certa forma, prendiam e despertavam curiosidade, principalmente, naqueles que gostam de música e tem uma pegada noveleira. Ok, eu admito!

Quando veio a estréia, nem pensei no bom elenco, minha justificativa estava mesmo na boa música e uma curiosidade grande sobre a década que eu nasci e ainda na meninice admirava ombreiras, brincos de acrílico e não entendia muito bem a tabela da Sunab, mas achava divertido a corrida por produtos nos supermercados, mas as canções era mesmo o que eu queria ouvir, lembrar e elas ainda mexem comigo, mas se tornaram pano de fundo para a minissérie. Logo no primeiro capítulo fui fisgada pela loucura do Léo ( Dan Sturbach) que está no fim e quer viver intensamente, em uma angústia de como se a vida estivesse escapando entre os dedos.

Denise Fraga nunca foi uma das minhas atrizes preferidas, mas está perfeita dando vida a torturada Bia. O tormento das lembranças da ditadura não deixam ninguém sair ileso em cada cena em que ela contracena com a mãe Iraci ( Fernanda Montenegro), mas o que dizer do Beni (Guilherme Weber), cínico e vadio, ele é ótimo. Não tem como não simpatizar.

Fora isso tem tantos outros bons atores que fica complicado citar um a um, mas posso dizer que estou entregue e não deixo de assistir por nada desse mundo. " Eu já estou com o pé nessa estrada, qualquer dia a gente se vê. Sei que nada será como antes..."

1 sobrou pra você!:

Andre S. disse...

hahaha, o Beni é o melhor, a sua acidez é a acidez de toda a crítica da minissérie. bem interessante. mas parece que as coisas andam se resolvendo, ao menos pegando o rumo. e o lance de viver, a esse viver dói nos nervos e ainda mais não se permitir essa coisa de viver. gosto de minisséries tbm algumas dessas que você citou não pude ver. mas a Queridos Amigos, com certeza, vou guardar. sempre que o jornal permite eu to lá, vendo. beijos meu bem e uma boa semana de férias.