sábado, 25 de outubro de 2008

Amor Mais Que Discreto

Talvez haja entre nós o mais total interdito
Mas você é bonito o bastante
Complexo o bastante
Bom o bastante
Pra tornar-se ao menos por um instante
O amante do amante
Que antes de te conhecer
Eu não cheguei a ser
Eu sou um velho
Mas somos dois meninos
Nossos destinos são mutuamente interessantes
Um instante, alguns instantes
O grande espelho
E aí a minha vida ia fazer mais sentido
E a sua talvez mais que a minha,
Talvez bem mais que a minha
Os livros, filmes, filhos ganhariam colorido
Se um dia afinal eu chegasse a ver que você vinha
E isso é tanto que pinta no meu canto
Mas pode dispensar a fantasia
O sonho em branco e preto
Amor mais que discreto
Que é já uma alegria
Até mesmo sem ter o seu passado, seu tempo
O seu agora, seu antes, seu depois
Sem ser remotamente
Se quer imaginado
Se quer imaginado
Se quer
Por qualquer de nós dois

sábado, 18 de outubro de 2008

Vida besta

Quando eu era pequena, eu tinha um cinzeiro grande para me defender e a desculpa de que eu era pequena e podia ameaçar as pessoas ainda que não as machucassem de verdade. Para evitar acidentes me tiraram o cinzeiro e o tempo implacável me fez crescer. E agora? Eu cresci e não tenho mais meu escudo, as ameaças se tornaram reais, mas não são mais feitas por mim.
Às vezes ainda me sinto a garota pequena de cabelos rebeldes e que o medo de alguma coisa se resolvia quando se escondia debaixo das cobertas da mãe, os inimigos eram temporários e duravam até a próxima temporada no colégio, quando outras pessoas se tornavam protagonistas.
Eu não posso mais acordar meu pai e minha mãe e pedir para dormir no meio da cama, eu cresci e minha presença ia realmente incomodar. Eu cresci, mas os fantasmas ainda me perseguem. Por que a gente cresce?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Opções sexuais e eleições

Um assunto que está acontecendo por aqui nas eleições de São Luís e em São Paulo também e que me deixou realmente embasbacada. Agora para provar que o cara pode administrar, não basta apresentar boas propostas, ter um bom nome na política, enfim, essas baboseiras que as pessoas sempre dizem que estudam na hora de votar ( mas parece que nem sempre dá muito certo), pois bem...agora o candidato tem que mostrar e comprovar com quem anda dormindo e, de preferência, ele precisa dormir com o sexo oposto. Meu Deus, o que é isso?
Ok que o espaço público está se confundindo cada vez mais com o privado, mas estamos em 2008, acho que ninguém precisa provar nada para ninguém. Ou agora para ser aceita como boa profissional, eu tenho que dizer como anda minha vida na cama. Se pretendo casar, ter filhos e ter uma bela família convencional. Quando comecei minha vida sexual ou se eu tenho certeza que não vou mudar de time. Isso importa pra quem mesmo? Não seria só a mim e a minha cama, ainda que eu não seja amiga do rei.
Honestamente eu não vejo motivos da imprensa debater a sexualidade de quem quer que seja, mas o que me chocou foi o babado de SP. Dona Marta Suplicy, sexóloga...quem diria!
Sem comentários né!

sábado, 4 de outubro de 2008

As horas..

Enquanto o barulho da máquina domina o ambiente, eu tento me concentrar no vazio, na página em branco, nos sites de frivolidade, resumos de novela, livros que deveria comprar. Devia ter trazido alguma coisa para ler, mas quem iria imaginar que esse silêncio entrecortado pela máquina seria tão cruel?
Putz, a hora não passa, eu não tenho mais paciência

sábado, 20 de setembro de 2008

O encanto de Cirnansck




Não sou especialista em moda e nem ouso pensar assim, mas não podia de mencionar o encanto que está a coleção primavera/verão 2009 do estilista Samuel Cirnansck que apresentou os modelitos aqui em São Luís, no SLZ Fashion.


O estilista que assinou o chiquérrimo vestido de noiva de Juliana Paes (casamento mais badalado do momento, ofuscando até a virgindade de Sandy), buscou inspiração na coleção, a França do Século XVIII. Na entrevista, ele me contou que tinha se encantado com os retratos que o pintor Jean-Marc Nattier fazia das mulheres da época, com todos os detalhes da moda que ela usavam, os tecidos os cabelos e as maquiagens. O resultado não podia ser outro, figurinos românticos com um ar da aristocracia francesa, tecidos leves como musselines, muitos brocados, tafetá. Enfim, sofisticado e de ficar horas e horas babando com os tons de bege, rosa e azul lavanda que foram combinandos com tecidos mais duros como os utilizados para cobrir sofá e os que para mim são repulsivos tecidos de onça, mas que na coleção dele ficou perfeita.
As roupas são românticas com seus babados nas saias e a sensualidade dos corpetes justos. Mesmo com o tom do passado, podem ser usadas por moças modernas

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Os anos se passaram...

Eu não sei se atiro ou se espero a lâmina fria no meu pescoço. Já fui vítima ou considerada pilantra e por isso chorei horrores por uma culpa que eu não tinha, ou será que tinha e nem percebi.
Perdi amizades, ganhei outras que eu considero muito caras. Amigos de boas risadas, de ouvir segredos, de almoçar e ir ao cinema e tudo pela companhia. Sem nada em troca, apenas boas conversas. Recebo elogios e coleciono alguns desafetos, tudo por causa da minha cara de nojinho (?), que é bem verdade nunca tinha percebido que eu tinha, mas se alguns acham quem sou eu para desmentir.
Percebo que do ano passado para cá. De janeiro de 2007 para hoje, minha vida estava começando uma nova temporada. Eu não era mais uma jovem universitária, agora eu tinha uma profissão oficial e tinha que procurar cuidar da minha vida responsável. Não digo que mudou alguma coisa na época, mas com o tempo, tudo mudou sim. Vivi muita coisa, senti outras tantas, passei a dar valor para a eternidade de pequenos momentos que se tornam tão irresistíveis e para todo o sempre na memória e no caminhar de cada dia. Histórias que são minhas e que correspondem a minha vida, aos meus novos quilos no corpo, ao jeito que resolvi deixar meus cabelos, abandonando definitivamente as luzes e usando meio enrolado e meio qualquer coisa que não sei bem definir.
Posso até dizer que amadureci, devo isso a mim e aos outros, pessoas legais e outras nem tanto assim que fazem parte do nosso aprendizado diário. Quero conhecer mais, me conhecer sempre. Saber o que é bom para mim, onde anda a minha vontade, como não desagradar ao próximo, mas principalmente: " Não quero luxo e nem lixo, quero gozar no final...". Só sei que não sei quando estou no alvo ou aperto o gatilho...essa é a vida, só não quero que as coisas e pessoas passem e eu não tenha dado a mínima importância. Sem aproveitar ao máximo disso. Sem saber lidar com o novo.
Estou disposta...

domingo, 7 de setembro de 2008

...ou o cotidiano

Meu domingo tem caravelas, areia de praia, conversas no carro, elementos simbólicos do patriotismo nacional... Tem peixe na praia, pesquisa que não me fazem muito sentido. Muito cansaço, o desconforto de se sentir imbecil andando de jeans enquanto pernas e bundas cheias de celulites passeiam alegremente em busca de sol ( tá, tudo bem, nem todas estão com tantas celulites assim). Eu sei que dá vontade de dormir ou então de ficar ouvindo aquela música que você me mandou e que eu não consigo tirar da cabeça.
Acho´até que todo mundo aqui de casa já decorou. Amanhã é feriado...vou ficar em casa e ouvir e arrumar todas os livros que eu teimo em espalhar pela casa, amanhã é dia de jogar tanta coisa fora e vê mais uma vez meu passado passar por mim...
Que venham as músicas novas e os doces e agradáveis cheiros de setembro...o mês da boa nova, pois a lição sabemos de cor...só nos resta aprender.

Bem para terminar, a regravação do samba de Luiz Ayrão que o Zeca Baleiro regravou no CD O Coração do Homem Bomba, volume 1, depois volto aqui com comentários sobre o trabalho do moço

Bola Dividida

Será que essa gente percebeu
Que essa morena desse amigo meu
Tá dando bola tão descontraída
Só que eu não vou em bola dividida
Pois se eu ganho a moça
Eu tenho o meu castigo
Se ela faz com ele, vai fazer comigo
E vai fazer comigo exatamente igual
E ela é uma morena sensacional
Digna de um crime passional
E eu não quero ser manchete de jornal
Por isso é que eu pergunto ...
Será que essa gente percebeu
Que essa morena desse amigo meu
Tá me dando bola tão distraída
Só que não quero que essa gente diga
Esse camarada se androginou
A moça deu bola a ele e ele nem ligou