terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Em 2010 foi assim...

Entra ano e sai ano e o papo sempre é o mesmo. Nem adianta dizer que você não faz planos e que não se ouriça todo nas expectativas, porque é natural. Crianças mudam de série, fazemos aniversários, mudamos os cabelos, conhecemos novas pessoas, nos encantamos por muitas delas, nos afastamos de outras, nos apaixonamos e sonhamos novamente sobre e com esses amores. Muita coisa acontece em 365 dias e quando esse ciclo se fecha, não zeramos esses novos contextos, vamos dando continuidade, mais amadurecidos.
Em 2010, fiz muita coisa, apesar de não ter finalizando algumas pendências de 2009, ano dificil, atribulado, cheio de dores e poucos amores. 2010 foi diferente, mais dinâmico, mas afetuoso, mais cumplicidade e muitas histórias para contar.
Se eu tivesse que fazer uma retrospectiva detalhada não ia conseguir explicar tantos acontecimentos. Porres, sim, muitos porres e muitos risos também. Coragem etílica de ligar para um desconhecido bonito e motoqueiro em uma noite de julho, ato que deu uma balançada e tanto na minha vida. Pode ter sido efêmero, mas teve uma importância simbólica que eu jamais conseguirei explicar nem para os mais íntimos.
Não posso esquecer das edições de "Roberto Recebe" sempre cheios de alegria e risos até perder a hora de ir embora
E as viagens...acalmaram meu coração, me tiraram do olho do furacão e me fizeram descobrir que o mundo lá fora não vai me devorar em um segundo. Lá fora existem pessoas afetuosas, amigos valorosos que ficaram com parte de mim nas minhas idas e vindas por aí. Trouxe lembranças delas, muitas e uma gravei na pele.
Aprendi que as pessoas realmente interessantes podem não ficar diante dos teus olhos e nem morar na sua cidade, mas podem te abordar em um domingo a noite pelo Twitter, quando você tá em casa, meio puta com o peguete e morrendo de TPM, e de repente começam a fazer parte importante da tua vida. Aprendi também que distância, às vezes, é apenas um detalhe...
E que você tem amigos que nem sabia que tinha, como aquele que você liga à noite e obriga a te ciceronear em Brasília e ele chega em 20 minutos, todo disposto a te levar onde você queira se divertir.Além de te preparar almoço no outro dia.
Aprendi que posso gostar de samba, posso dançar até o chão e não perder a dignidade, posso experimentar bebidas e ficar péssima, desde que consiga ligar para Caetano. E que me estressar por causa das dificuldades nem sempre vai levar a nada e, por mais clichê que seja, sorrir é sempre importante.
Em 2011, quero mais de tudo isso e novas descobertas. Que seja doce. Vamos lá!