domingo, 19 de dezembro de 2010

A.B

Foi em uma noite como essa e tantas outras


Eu percebi algo que não queria entender

Os olhos de Ab não diziam nada

Na verdade, confundiam-se com o sorriso, orelha e nariz

Do misturado de Ab não achei nada

Não trazia respostas, nem novidades

A não ser uma dúvida imensa

Aumenta a minha vontade de descobrir

Desvendar o mistério

O problema é que não há mistério algum

Não existe nada

Acho que nunca existiu

Surgiu da minha vontade

Da minha tristeza

Da ansiedade

De não esperar nada

Revirei as entranhas

E mal pude agüentar a falta de novidade

A ausência de querer doeu na minha pele

Enlouquece e frustra a falta de vida

Quis injetar um pouco do meu próprio ânimo

Não deu tempo

Ele agonizava bem na minha frente

Segurei nos braços, tentei protegê-lo

Era culpa minha exigir perfeição

A quem não conseguiu sequer ter defeitos

A quem falhou na sua imperfeição

A quem sorrir daquilo que não conhece

A quem mora na Vila do século XVIII

Vai

Siga bonito em sua ignorância

Seja muito (in) feliz!

4 sobrou pra você!:

Josimar Melo disse...

as vezes encontramos tudo aquilo que queremos, no lugar ideal, clima aconchegante, a luz iluminando tudo como realmente gostaríamos, isso sem falar nos olhares caminhando juntos e sorrisos brilhando como o luar, e quando nos deparamos com a realidade foi somente o que idealizamos, sonhamos com o que queremos que nos decepcionamos com a realidade!
Tudo pode passar mas saber relevar algumas coisas é essencial, pois a perfeição não existe!

P.s: Mas se as diferenças forem tão grandes assim é melhor mesmo cada um seguir o seu caminho!!

4 x Luciana disse...

É A.B, tu S.F, vá pra PQP! pra largar de ser burro na arrogância da sua pretensa beleza! hum!!! FDP!

Natália disse...

Tu é tão sutil, Mi :D

Alonso Therion disse...

eita...