sábado, 20 de setembro de 2008

O encanto de Cirnansck




Não sou especialista em moda e nem ouso pensar assim, mas não podia de mencionar o encanto que está a coleção primavera/verão 2009 do estilista Samuel Cirnansck que apresentou os modelitos aqui em São Luís, no SLZ Fashion.


O estilista que assinou o chiquérrimo vestido de noiva de Juliana Paes (casamento mais badalado do momento, ofuscando até a virgindade de Sandy), buscou inspiração na coleção, a França do Século XVIII. Na entrevista, ele me contou que tinha se encantado com os retratos que o pintor Jean-Marc Nattier fazia das mulheres da época, com todos os detalhes da moda que ela usavam, os tecidos os cabelos e as maquiagens. O resultado não podia ser outro, figurinos românticos com um ar da aristocracia francesa, tecidos leves como musselines, muitos brocados, tafetá. Enfim, sofisticado e de ficar horas e horas babando com os tons de bege, rosa e azul lavanda que foram combinandos com tecidos mais duros como os utilizados para cobrir sofá e os que para mim são repulsivos tecidos de onça, mas que na coleção dele ficou perfeita.
As roupas são românticas com seus babados nas saias e a sensualidade dos corpetes justos. Mesmo com o tom do passado, podem ser usadas por moças modernas

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Os anos se passaram...

Eu não sei se atiro ou se espero a lâmina fria no meu pescoço. Já fui vítima ou considerada pilantra e por isso chorei horrores por uma culpa que eu não tinha, ou será que tinha e nem percebi.
Perdi amizades, ganhei outras que eu considero muito caras. Amigos de boas risadas, de ouvir segredos, de almoçar e ir ao cinema e tudo pela companhia. Sem nada em troca, apenas boas conversas. Recebo elogios e coleciono alguns desafetos, tudo por causa da minha cara de nojinho (?), que é bem verdade nunca tinha percebido que eu tinha, mas se alguns acham quem sou eu para desmentir.
Percebo que do ano passado para cá. De janeiro de 2007 para hoje, minha vida estava começando uma nova temporada. Eu não era mais uma jovem universitária, agora eu tinha uma profissão oficial e tinha que procurar cuidar da minha vida responsável. Não digo que mudou alguma coisa na época, mas com o tempo, tudo mudou sim. Vivi muita coisa, senti outras tantas, passei a dar valor para a eternidade de pequenos momentos que se tornam tão irresistíveis e para todo o sempre na memória e no caminhar de cada dia. Histórias que são minhas e que correspondem a minha vida, aos meus novos quilos no corpo, ao jeito que resolvi deixar meus cabelos, abandonando definitivamente as luzes e usando meio enrolado e meio qualquer coisa que não sei bem definir.
Posso até dizer que amadureci, devo isso a mim e aos outros, pessoas legais e outras nem tanto assim que fazem parte do nosso aprendizado diário. Quero conhecer mais, me conhecer sempre. Saber o que é bom para mim, onde anda a minha vontade, como não desagradar ao próximo, mas principalmente: " Não quero luxo e nem lixo, quero gozar no final...". Só sei que não sei quando estou no alvo ou aperto o gatilho...essa é a vida, só não quero que as coisas e pessoas passem e eu não tenha dado a mínima importância. Sem aproveitar ao máximo disso. Sem saber lidar com o novo.
Estou disposta...

domingo, 7 de setembro de 2008

...ou o cotidiano

Meu domingo tem caravelas, areia de praia, conversas no carro, elementos simbólicos do patriotismo nacional... Tem peixe na praia, pesquisa que não me fazem muito sentido. Muito cansaço, o desconforto de se sentir imbecil andando de jeans enquanto pernas e bundas cheias de celulites passeiam alegremente em busca de sol ( tá, tudo bem, nem todas estão com tantas celulites assim). Eu sei que dá vontade de dormir ou então de ficar ouvindo aquela música que você me mandou e que eu não consigo tirar da cabeça.
Acho´até que todo mundo aqui de casa já decorou. Amanhã é feriado...vou ficar em casa e ouvir e arrumar todas os livros que eu teimo em espalhar pela casa, amanhã é dia de jogar tanta coisa fora e vê mais uma vez meu passado passar por mim...
Que venham as músicas novas e os doces e agradáveis cheiros de setembro...o mês da boa nova, pois a lição sabemos de cor...só nos resta aprender.

Bem para terminar, a regravação do samba de Luiz Ayrão que o Zeca Baleiro regravou no CD O Coração do Homem Bomba, volume 1, depois volto aqui com comentários sobre o trabalho do moço

Bola Dividida

Será que essa gente percebeu
Que essa morena desse amigo meu
Tá dando bola tão descontraída
Só que eu não vou em bola dividida
Pois se eu ganho a moça
Eu tenho o meu castigo
Se ela faz com ele, vai fazer comigo
E vai fazer comigo exatamente igual
E ela é uma morena sensacional
Digna de um crime passional
E eu não quero ser manchete de jornal
Por isso é que eu pergunto ...
Será que essa gente percebeu
Que essa morena desse amigo meu
Tá me dando bola tão distraída
Só que não quero que essa gente diga
Esse camarada se androginou
A moça deu bola a ele e ele nem ligou

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Perigoso demais

Era o lugar que não se podia ir. Podia ser perigoso demais, durante o dia ou à noite.
A passagem era proibida. Eram apenas poucos degraus que separavam do paraíso, do perigo ou da morte. Bem mais fácil acreditar que era um paraíso sem dores...mas também podia doer e podia ser muito. Fechando os olhos, imaginava que tudo era perfeito
Um mundo de vento na cara, paisagens belas e boa inspiração. Mas não podia ir, era perigoso demais.
Era bom! Todos sabiam que era bom, talvez por isso que era proibido. Talvez se fosse, rompesse com tudo, se libertasse e nem voltasse mais. Ganharia asas, teria felicidade momentânea, lembraria de fatos de outrora. Lembraria sim ou viveria emoções novas.
Bons momentos, amores...sei lá. Tudo que estava na linha que separava a vida daquilo, aquilo que estava no lugar oculto de não sei o quê
Seria bom ou ruim? Quando a coragem fosse mais forte e conseguisse atravessar os perigos, poderia responder. Por enquanto, o jeito era fechar os olhos e imaginar. Um mundo sem barreiras, sem preconceito e, quem sabe, sem a ação do tempo corroendo tudo.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

As borboletas amarelas

E a gente seguia para casa, meio-dia, fome e muitos assuntos matinais para contar. No som, Ana Carolina tenta seduzir alguém " Aqui, eu nunca disse que ira ser a pessoa certa pra você, mas sou eu quem te adora..."
As irmãs falam sobre tudo. Namorados, internet, serviço, provas, peças de teatro e até do blog do Cafa. De repente, o caminho de casa ficou meio diferente, poético. A irmã mais nova que ainda não tem habilitação vira para a outra e diz: Você está vendo esse bando de borboletas amarelas?
A outra responde: Será que é boa sorte? Dizem que borboletas amarelas trazem dinheiro
Diante da observação: Bem, se for dinheiro pode ter certeza que a Mega Sena é nossa.
Foi assim, em um dia como outro qualquer que a natureza se fez poesia para amenizar corações partidos e trazer esperanças

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Dizer a verdade...

Sinceramente já cansei daquele discursos comuns a todas as pessoas que pedem dinheiro em ônibus, mãe doente, pai desempregado e vários irmaozinhos pra alimentar. Eu sei que é uma realidade comum, mas não acredito que todas as pessoas que me pedem dinheiro sofram iguais, os mesmos dilemas. Não, não é possível. Por não acreditar, acabo ignorando metade dos pedidos, sempre acho que eles vão fazer alguma outra coisa com meu dinheiro, outra coisa que não seja comprar pão ou uma caixa de bombons para vender...
Enfim, fiz essa introdução toda para falar de algo que me aconteceu. Sempre que posso, eu e uma amiga marcamos " passeio de meninas", almoçar no shopping, ir ao cinema e bater perna o máximo possível. Na fila para comprar a entrada, um garoto me abordou: " A senhora tem dois reais pra me dá?" Pensei: " Lá vem a historinha de sempre", mas antes que eu concluísse o pensamento ele completou a frase: " è que eu queria completar a entrada do cinema"
Virei para o garoto e percebi que ele não tinha grana, era humilde, mas tinha o sonho de todo pré-adolescente, ver um filme...quem sabe pela primeira vez.
Fiquei hesitante com tanta sinceridade...mas no final decidi dar o tal dinheiro. Ele super animado ainda trocou algumas palavras sobre o filme que eu ia assistir, preocupado com o preço e sumiu alegremente
Pensei se tinha feito certo ou não, mas acho que sim. Como dizem. " Ele poderia tá roubando, poderia tá matando...". mas não, ele só queria ir ao cinema

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

...

Antes do ônibus partir ( ou sei lá o quê) eu ainda tenho um monte de coisas para te dizer. Dessas que eu já te disse rotineiramente, dessas que eu digo só para você ou estampo no rosto, todos os dias. Preciso te dizer tudo que começou a fazer parte do meu vocabulário, desde o dia que eu te conheci, há quatro anos.
Parece que faz tanto tempo, parece que foi ontem e sempre parece que estamos no agora e no para sempre. Nem sei explicar como eu me sinto hoje. Só na possibilidade de te ver distante é uma coisa parecida com tortura e também uma piada. Sabe, nesse tempo todo eu não sei como é viver sozinha. Eu desaprendi a dormir sem antes falar contigo, eu não sei mais como é viver sem te ouvir reclamar de manhã, nem que fosse por telefone. Não sei mais fazer planos sem contar com você, não sei como eu vivi antes disso.
Meu bem, eu deveria incentivar ou encorajar, mas me desculpe...eu não estou conseguindo